Soul Fighter

Luta acirrada, o último round chega ao fim e nenhum dos lutadores foi finalizado ou nocauteado, os dois ficam lado a lado e apenas um deles vai comemorar. Como a escolha do vitorioso é feita?

Por mais incrível que pareça, essa é uma resposta que ninguém sabe dizer ao certo. O UFC sabe quem decide, mas não exatamente como. Vamos começar pela parte fácil, a decisão é tomada pelos árbitros, mas não aquele que está dentro do octógono. O árbitro que acompanha a luta de perto controla a situação apenas para que o combate siga as regras e não faz parte da decisão dos pontos.

Quem realmente dita o destino final é um grupo de 3 pessoas que ficam do lado de fora e marcam a pontuação dos lutadores em cada round. No fim de uma luta onde ninguém acabou na lona, eles dizem qual atleta venceu cada assalto e deve vencer o combate.

O mistério começa aí. A forma de decidir quem ficou com cada round não é unificada, cada comissão de arbitragem desenvolve um critério. Golpes certeiros, quedas, defesas, esquivas, domínio do combate. Tudo vale pontos e têm pesos diferentes. O motivo de essa informação ser desconhecida é que os juízes nunca vêm a público, ninguém sabe quem são essas pessoas, pois eles são contratados pelas Comissões Atléticas de cada local que sedia lutas e não pelo UFC. O anonimato pode ajudar a protegê-los e a ausência de vínculo com a organização do evento pode garantir decisões mais justas.

Na prática, nem sempre é isso o que acontece. Várias lutas já tiveram resultados polêmicos onde, aparentemente, o lutador favorito ganhou, mesmo com uma atuação duvidosa. O chefão Dana White já esbravejou diversas vezes contra decisões duvidosas, mostrando que a organização não gosta nada disso.

E sobre os métodos de decisão não serem unificados, é o árbitro brasileiro Mário Yamasaki (aquele que faz um coração com as mãos antes de cada luta) que explica: “cada árbitro faz o seu próprio curso, então eles têm suas respectivas formas de julgar uma luta”. Basicamente, cada um aprende de um jeito e o julgamento segue sua escola. A criação de um curso único com regras de julgamento unificadas é uma solução apontada por Yamasaki para resolver o problema e dar transparência aos resultados.

Enquanto isso não acontece, o mistério continua. A melhor alternativa é torcer para seu atleta favorito nocautear ou finalizar oponente, erguendo as mãos da vitória antes da decisão chegar aos juízes.

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